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Fahion And Other Teas

Um chá de moda e informação para os que correm com a atualidade. Um brinde! A fashion and news tea for the those who run with our times. Cheers!

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28
Ago20

Agosto lilás?? Nunca ouvi falar...

Clara Cardoso

Oii, angels!! Como vocês estão??

Portanto, no post de hoje falarei sobre uma campanha ainda não muito comentada, o Agosto Lilás. Pois bem, ela foi criada em 2016 pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SPPM) do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul. Seu objetivo é enfrentar todos os tipos de violência contra a mulher. Também busca divulgar a Lei Maria da Penha, que por sinal, faz aniversário exatamente no mesmo mês.

Mas afinal, será que só existe um tipo de violência contra a mulher ????

Não! Existem ao todo, cinco tipos. Explicarei cada um abaixo. Se liga! 

>Tipos de violência:

1. Violência física

--> Entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher, isto é, espancamento, estrangulamento ou sufocamento, lesões com objetos perfurantes ou cortantes, tortura, feriminetos causados por armas de fogo ou queimaduras, atirar objetos, sacudir e apertar os braços. 

IMG_1463.JPG 

2. Violência sexual

--> Qualquer conduta que obrigue a mulher a presenciar, a manter ou a paticipar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, ou uso da força. Apesar de ser normalmente associado ao estrupo, o termo violência sexual é muito mais amplo e abrange uma série de situações que as mulheres sofrem atualmente, seja com desconhecidos, parentes, namorados ou companheiros. 

Ou seja, caso seu parceiro te obrigue a ter relações sexuais com ele e você não queira, por motivos de desconforto ou repulsa, é considerado estrupo. Assim como em: impedir o uso de métodos contraceptivos ou forçar a mulher a abortar, forçar matrimônio (casamento forçado), gravidez ou prostituição,por meio de chantagem, suborno, coação ou manupulação e limitar ou anular o exercício dos direitos reprodutivos da mulher. 

  

3. Violência patrimonial:

--> Entendida como qualquer ação que configure subtração, retenção, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. Isto é, controlar o dinheiro, destruição de documentos pessoais, furto, dano ou extorsão, privar de bens, valores ou recursos econômicos, deixar de pagar pensão alimentícia e causar danos propositais a objetos da mulher ou dos quais ela goste. 

4. Violência psicológica:

--> A Lei Maria da Penha classifica violência psicológica como qualquer conduta que cause dano emocional e à autoestima da mulher, que prejudiquem o seu pleno desenvolvimento, que vise degradar ou controlar suas ações comportamentos, crenças e decisões. O Instituto Maria da Penha lista algumas dessas condutas:

  • Ameaças
  • Constrangimento
  • Humilhação
  • Manipulação
  • Isolamento (proibir de estudar e viajr ou de falar com amigos e parentes)
  • Insultos
  • Vigilância constante 
  • Perseguição contumaz
  • Chantagem
  • Exploração
  • Ridicularização
  • Tirar a liberdade de crença
  • Distorcer e omitir fatos para deixar a mulher em dúvida sobre sua sanidade e memória (Gaslighting)

  

 

5. Violência moral:

--> Qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. Nesse tópico, refiro-me a: 

  • Acusar a mulher de traição sem provas
  • Emitir juízos morais sobre a conduta
  • Expor a vida íntima
  • Fazer críticas mentirosas
  • Desvalorizar a vítima pelo seu modo de vestir 
  • Rebaixar a mulher por meio de xingamentos que incidem sobre sua índole

  

Agora, chegou a hora de mostrar os dados que serviram como motivação ao desenvolvimento da campanha. Vem comigo!! 

Em 2016, 1 estrupo coletivo (isto é, violência sexual envolvendo dois ou mais agressores) ocorreu a cada 2 horas e meia no Brasil. Assim como, em 2017, 177 mulheres foram espancadas A CADA HORA no mesmo e o assédio virtual cresceu 26.000%.

Sabem qual quantas pessoas habitam no Equador ??? 16 milhões!! Foi exatamente o número -que tem-se registrado- de mulheres que sofreram algum tipo de violência no Brasil em 2018, ou seja, é como se a população inteira do país tivesse sido violentada. Isso é MUITO problemático!!!!

  

No mesmo ano, 536 mulheres levaram socos, empurrões ou chutes também no mesmo país, e não para por aí...  Segundo estudos, os casos de feminicídio cresceram 41.4% no estado de São Paulo durante a pandemia do Covid-19. Além dessa pesquisa, especialistas compararam e destacaram que os casos de assassinato à mulher aumentou 22.2% entre Março e Abril deste ano, em 12 estados brasileiros, aumententando a vulnerabilidade das vítimas de violência doméstica. 

 

Embora pareça que esses casos só estão a ocorrer apenas no Brasil, no Reino Unido, os telefonemas para o serviço nacional de denúncia contra abuso subiu 65% na última semana de Março, tal como nos Estados Unidos, na Austrália e na França, por exemplo. 

Já em Portugal, houveram 503 feminicídios entre 2004 e 2018.

Foi comprovado nos últimos anos que 45% dos feminicídios sucedem por inconformismo dos homens com a eparação ou término de relacionamento, enquanto 30% são causados por causa de ciúmes, posse e machismo. 

IMG_1555 (1).jpg

Mas então, será que não existe nenhum lugar seguro para as mulheres? Será que toda rua, cidade, estado, distrito e país é perigoso?? A resposta é não, afinal de contas, há países -considerados desenvolvidos- que são mais seguros e outros, cujo são mais perigosos. 

A partir dos dados do site VIX, os cinco países mais perigosos para mulheres são: El Salvador, Colômbia, Guatemala, Rússia e Brasil.

Meu objetivo com todas essas informações, termos e definições é apresentar que essa campanha e o assunto-alvo da mesma, não são "mimimi' ou "modinha".

Se hoje temos mais voz, espaço e oportunidade para realizar campanhas como esta, é porque é fruto de toda luta e jornada de mihares de mulheres incríveis, como Maria da Penha, Marielle Franco e Dandara. 

  

Bom, sei que me estendi bastante no post de hoje, mas de verdade senti necessidade, porque um assunto como esse, merece e deve ser compartilhado. Precisamos do feminismo!! Para finalizar, deixarei uma frase de Nina Simone que foi uma mulher com pensamentos revolucionários e feminstas e me inspira diariamente. 

"Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido."- Nina Simone

Beijos de luz e até o post de amanhã!

Ah, me contem abaixo o que estão achando do projeto #tododiaaté20, é sempre bom receber o feedback de vocês! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

07
Abr20

Bullying e suas eternas cicatrizes...

Clara Cardoso

E então, após acontecimentos e pedidos, venho aqui falar como tema do post de hoje sobre bullying. Afinal, o que realmente é bullying?? Será que todo o tipo de comentário e brincadeira é bullying?? 

Segundo as diversas informações que obtive através de sites e livros, posso dizer, de maneira resumida, que bullying é a prática de atos de violência piscológica e física intencionalmente e repetidamente, cometidos por um ou mais agressores contra uma determinada pessoa, também chamada de vítima. 

 

 

Logo que toda violência tem tipos, o bullying não deixa de ter os seus também. Portanto, a quantidade das possíveis variedades desse, classificam-se como físico, moral, psicológico, material, verbal, social, sexual, familiar, preconceituoso e cyberbullying. Sendo assim, podemos concluir que são diferenciados a partir da forma como são praticados.

 

Mas afinal de contas, como faço para diferenciar se estou sofrendo bullying ou se estou apenas sendo alvo se brincadeiras que não me agradam??

Pois bem, posso dizer a partir de experiência própria no assunto, penso que podemos diferenciar um do outro de uma forma muito simples e direta. Se não nos faz bem, nos intimida, gera inseguranças e medo ao ponto de nos atormentar, obviamente já não se trata mais de brincadeiras de mal gosto. 

Recentemente, Quaden Bayles sensibilizou diversas pessoas, incluindo celebridades como jogadores de futebol e atores de todo o mundo com um vídeo em que ele chora demasiadamente e diz que quer tirar a própria vida. Portador de nanismo, o garotinho foi filmado pela mãe ao sair da escola depois de sofrer bullying, na Austrália. Coloquei abaixo um pequeno trecho do vídeo, caso queiram assistí-lo.

Esse caso, foi só mais um de tantos existentes, de tantos pedindos socorro calados, sem serem ouvidos. O bullying existe sim e a cada dia que passa só fere mais e mais pessoas, deixando cicatrizes eternas que infelizmente não podem ser apagadas.

Digo abertamente a vocês, que fui alvo disso e sinceramente, é horrível!! É uma constante sensação de culpa e dor, como se estivessem tentando te afogar a todo no momento numa enorme piscina, sem possibilidade de respiração. 

O meu principal objetivo nesta publicação, é incentivá-los a pedirem ajuda e denunciarem, se estiverem passando por isso. Sei que não é fácil, mas devemos, pelo nosso bem e pelo bem dos outros, a fim de evitar e previní-los também. E se você conhece alguém que esteja passando por isso, ou algo parecido, ajude e apoie essa pessoa. 

Porém, imagino que devam estar se perguntando para quem devemos pedir ajuda e denunciar. Então, sugiro que se for um menor de idade, primeiramente busque seus pais e uma autoridade de sua escola para relatar o problema. Caso seja um maior de idade, saiba que bullying já é considerado crime alguns países, podendo levar de três até dez anos de cadeia, assim sendo, denuncie.

Acredito que o principal motivo, que explique o que leva aos agressores a praticarem essa violêcia, seja talvez a repressão de sentimentos, a falta de afeto entre familiares e amigos. E infelizmente, a partir disso consideram geralmente a violência, como única forma de "libertarem'' aquilo que sentem.

Para mim, bullying não se trata de um problema entre algumas pessoas, mas sim sobre um problema social que deve ser tratado, a fim de reduzí-lo e futuramente evitar outros.

Gostaria de indicar um filme muito interessante sobre o tema, chama-se "Extraordinário". Coloquei o cartaz abaixo, caso queiram asistí-lo.

 

Espero ter ajudado-vos!! Beijinhos de luz e até o próximo post!! Fiquem seguros em casa!! 

Lembrem-se que não estamos sozinhos! 

 

 

07
Fev20

Feminismo é o que mesmo?!?

Clara Cardoso

 

Será que realmente sabemos do que estamos falando quando nos referimos ao feminismo?

De início, podemos dizer que feminismo é o conjunto de movimentos sociais, políticos, ideologias e filosofias que têm como objetivo comum: igualdade de gênero e uma vivência mais humana e justa, por meio do empoderamento feminino e a libertação de padrões patriarcais, isto é, os homens como "figura principal". Desta forma, chegamos à conclusão que promove os direitos das mulheres e seus interesses.

Esse movimento ideológico, liderado por mulheres que defendem os princípios mencionados no parágrafo acima, expandiu-se por todo o mundo. Atualmente, os grupos feministas andam crescendo de forma considerável, fazendo com que cada vez mais, mais mulheres empoderem-se e lutem diariamente pelos seus direitos e sua liberdade.

Como disse, em grande parte nossa cultura está alicerçada em uma sociedade patriarcal, pautada pela dominação masculina. O homem, além de ser o membro mais importante da família, desde muito tempo, tem sido o principal foco. Ele é aquele que possui privilégios em relação às mulheres, chamadas equivocadamente de "sexo frágil".

 

 

Imagino que devam estar se perguntando: Quando esse movimento surgiu?!?

Pois bem, segundo historiadores, iniciou-se após a Revolução Francesa e se fortaleceu na Inglaterra, durante o século XIX, e depois nos Estados Unidos, no começo do século XX. Mesmo assim, até o século XIX, a figura femnina, da mulher era vista como um ser inferior aos homens, as quais não possuíam os mesmos privilégios que eles, por exemplo, ler, escrever, estudar, guerrear, enfim, escolher.

A partir disso, a figura feminina foi construída em uma socieda patriarcal, onde as atribuições da mulher, estavam restritas apenas aos afazeres domésticos e a educação de seus filhos. Durante muito tempo, as meninas eram educadas para ajudar as mães nas tarefas domésticas, casar e ter filhos. Nesse contexto, não podiam trabalhar fora, ao mesmo tempo que não tinham acesso aos assuntos relacionados com política ou até mesmo economia.

              

É impotante pontuar que feminismo não é o oposto de machismo, pois o machismo é uma construção social que promove e justifica atos de agressão e opressão contra as mulheres. Enquanto que o feminismo, conforme mencionamos, é o movimento social que luta contra as manifestações do machismo na sociedade. 

Assim, o objetivo final do feminismo é construir uma sociedade que ofereça igualdade de condições entre ambos os gêneros (feminino e masculino).

Por último, gostaria de recomendar um livro muito interresante a respeito desse assunto do post de hoje, chama-se: Feminismo de A a Ser. Deixarei a foto da capa abaixo (caso tenham interesse).

            

 Beijinhos de luz e até o próximo post! Espero que tenham gostado!! 

Nunca esqueçam que somos feministas e agimos para mudar o mundo! 

 

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